| Carlos Perrota - Origem Psytranceproducer |
| Escrito por Carlos Perrota |
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Antes de começar a escrever a respeito da origem da comunidade Psytranceproducer gostaria de agradecer aos idealizadores do nosso site, que conta com um visual moderno e muito agradável. Tenho a convicção de dizer que certamente seremos o maior portal Psytrance do Brasil, reunindo a maior “biblioteca” de temas relacionados à produção do estilo em nosso país, nos tornando também referência nas abordagens do assunto, justamente pelo espírito de coletividade que se criou com a comunidade, onde todos se ajudam em prol da cena Psytrance brasileira, nos tornando no maior celeiro de produtores de Psytrance deste país. Sob o meu ponto de vista, falar da origem da Psytranceproducer me leva a contar um pouco da minha história como produtor, os caminhos que procurei seguir para hoje me afirmar. Tenho certeza que muitas pessoas se identificarão com a minha história. Para mim tudo começou no início deste século, quando freqüentei pela primeira vez uma verdadeira Rave, nos meados dos anos de 2001 e 2002. Na ocasião havia alguns amigos que já a freqüentavam com uma certa freqüência e viviam me chamando para ir. Naquela época o público que compunha a cena era basicamente formado, aqui no Rio de Janeiro, por clubbers. Um pessoal “descolado” sem preconceitos que buscavam ser diferente do que se diz por normalidade, se destacando pela vestimenta com cores florescentes, cabelos coloridos, piercings e tatuagens. Esse visual um tanto exótico acabou por criar rótulos não apenas sobre eles, mas também sobre o tipo de festas que costumavam freqüentar. Portanto, naquele período eu acabei por criar uma certa resistência em ir a um desses eventos, porque achava que quem ia as festas Raves eram os clubbers, um pessoal diferente, e eu uma pessoal “aparentemente” normal achava que não seria muito aceito naquele evento se não trajasse o estilo clubber de ser. Naquele período tinha entre 18, 19 anos e posso dizer que ainda estava buscando o meu verdadeiro caráter musical. Iniciaria logo depois na Escola de Música Vila-Lobos teoria musical e instrumentação em violão clássico, meu objetivo era se tornar um violonista de mão cheia. Gostava muito disso, mas sentia que não era exatamente aquilo que buscava na música, na minha cabeça pensava: “Quero trabalhar com música, mas com música clássica meu público será o de terceira idade, será que viverei feliz assim, no auge da minha jovialidade?”. Buscava algo com mais energia, mas conscientemente não sabia disso. Algo que só fui descobrir após minha primeira rave. Quebrei o preconceito e resolvi ir a uma dessas festas, o que posso dizer que foi a minha melhor experiência com música em toda a minha vida, a maior descoberta musical. Nunca havia sentido a música como um fluxo tão grande de energia. Energia essa que era emanada das potentes caixas de som que atingiam não só aos ouvidos, mas ao coração, corpo e alma em cheio! Sai da festa maravilhado e com uma decisão já tomada: Serei um produtor de Psytrance! Tratei então de ir atrás do meu objetivo, o que não era uma tarefa simples. Não conhecia absolutamente ninguém que entendesse como se dava o processo de produção de psytrance. Não havia cursos, toda e qualquer informação sobre assunto era de fora do Brasil, o que também dificultou bastante, pois não tinha o domínio do inglês, língua na qual estava 100% do conteúdo para o assunto. Busquei formas alternativas de chegar ao objetivo através de outros caminhos. Então ingressei no curso de Gravação e Produção Fonográfica da faculdade Estácio de Sá, aqui no Rio de Janeiro. O que me deu um mínimo de conhecimento técnico, neste período já fazia umas brincadeiras em software de produção amador, como o Fruity Loops, desde a versão 2 eu o acompanhei. Não o dominava completamente, apenas brincava de fazer loops. Ia bem no curso, era um aluno dedicado. Mas a produção de música eletrônica mexe com tecnologia e naquele período com um mero burrinho de carga chamado Pentium MMX 200Mhz eu não consegui desenvolver as idéias nos softwares de produção e tampouco podia praticar as coisas que aprendia em aula, como a manusear alguns plugins, pois realmente com um processador de 200Mhz e 32MB Ram não era possível muito. Ao não ser mexer em programinhas de MIDI partitura, coisa que gostava de fazer desde os meus 12, 13 anos, quando ganhei meu primeiro computador, um Pentium 100Mhz com 8MB Ram. Então, com um ano e meio de faculdade decidi trancar minha matricula, pegar o dinheiro das mensalidades e investir em um equipamento que me permitisse iniciar na produção. No entanto, logo que tranquei a faculdade surgiram alguns problemas familiares que me impediram de juntar as matrículas para comprar uma máquina melhor e mesmo retornar ao curso, coisa que até hoje não fiz, mas não cabe aqui detalhar sobre isso. Com toda essa maré seguindo contra meus objetivos, estava com a faculdade trancada, não tinha um computador que me permitisse desenvolver uma música por mais de 1min, ficou difícil visualizar uma forma de continuar com meu sonho. Mas nesse período, já por volta do ano de 2005, onde uma fantástica ferramenta estava em grande expansão, a rede de relacionamentos Orkut começava a armazenar bastantes informações em diversas comunidades dos mais variados gêneros. Freqüentava algumas comunidades como de filosofia e pensei: “Porque não uma comunidade para produtores de trance?”. Foi nesse momento que criei a comunidade Produtores de Trance do Brasil, sem saber que já existia a comunidade Psytranceproducer. A partir desse momento comecei a conhecer pessoas que conheço até hoje. A comunidade cresceu e tanto Psytranceproducer e Produtores de Trance do Brasil se tornaram as maiores comunidades sobre o tema naquele momento. Mas como o nome sugere, Psytranceproducer era muito mais focada ao Psytrance do que Produtores de Trance do Brasil, mas abrangente em relação a vertentes do Trance. Assim aos poucos a comunidade Produtores de Trance do Brasil passou a ser menos utilizada, inclusive eu mesmo, como criador, já não participava muito, pois estava mais focado no Psytrance. Mas posso dizer que no momento que ambas as comunidades eram bastante utilizadas, por volta do ano de 2006, quando ambas já tinha uma boa quantidade de usuários assíduos é que começamos a enriquecer nossos conhecimentos. Mesmo naquele período, pouco se conseguia de informação de quem realmente já entendia do assunto. A forma que as coisas aconteceram era na base do teste. Vários usuários começavam a fazer suas experiências e a postar os resultados nas comunidades, e assim todos fomos trocando nossos conhecimentos e afinando mais nossas habilidades. Dessa forma a comunidade surgiu do zero, onde não se sabia nem muito bem como pedir ajuda sobre determinadas dúvidas, porque o conhecimento era muito pequeno entre nós. Mas, a vontade de aprender e a coletividade nos fizeram superar as dificuldades. Assim me recordo como as coisas começaram, lembro que fui pelo menos um dos 50 primeiros membros da Psytranceproducer e vejo como a coisa cresceu, e hoje, Janeiro de 2009, estamos com cerca de 2400 membros! O conteúdo hoje é tão vasto que qualquer pessoa com pouco de dedicação e muita leitura na comunidade pode começar a produzir de maneiro muito fácil e rápida, porque não há barreira para o acesso a informação. E esse é o ponto mais positivo do avanço das tecnologias. Espero poder contribuir mais ainda com essa nova etapa da Psytranceproducer, agora como um portal de Psytrance, com site próprio! Sorte a todos e sempre ótimas produções! Abraços! Links: http://www.myspace.com/syntheticsinergy http://www.myspace.com/quintessencelive http://www.myspace.com/carlosperrota |

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