Teoria Elementar da Musica II
Postado por: Rafael Morais
em 19 de Fevereiro de 2009
Salve Produtores Brasileiros,
Com um pouco de atraso, pois tive alguns problemas a resolver semana passada, Desempregado agora, mas enfim... Vou escrever outra aula na serie de aulas de teoria elementar da musica. Nesta irei abordar formação de escalas e Ciclos de escalas em Sustenidos e Bemóis.

Antes, faltou passar uma informação muito importante na aula passada. São as escalas Relativas.
Toda escala maior possui uma escala menor relativa. Ela é chamada relativa não por sua sonoridade, mas sim pela sua formação e estrutura, já que ambas possuem as mesmas notas, porem por ordens diferentes. Como exemplo vamos ver as escalas de C e Am (Lê se Lá menor).
C - C, D, E, F,G,A e B
Am - A, B, C, D, E,F e G
Ambas escalas possuem as mesmas notas porem em ordens diferentes, então na estrutura da musica ambas são idênticas, mas não em sua sonoridade, ok?.
Estou explicando isto para falar que o meu método de estudo de teoria, da maneira que aprendi, não adianta o aluno estudar e sempre mentalizar dois campos sempre, principalmente para improvisar isto complica muito. Então a partir de agora gostaria de que vocês ESQUEÇAM ESCALA MENOR. Pois na verdade ao prosseguirmos nos estudos você ira perceber que esta escala menor nada mais é que um modo diferente de tocar a escala maior, parece confuso, mas ao prosseguirmos vocês verão como isto é simples. Voltando ao assunto...rs
Uma escala musical é formada por dois TRETACORDES, que seriam dois grupos de quatro notas cada um. Então se pegarmos por base o Escala Maior Natural (C) as notas ficariam dispostas da seguinte forma:
C D E F G A B C
1ºTetracorde 2º Tetracorde
Então partindo deste Principio, para determinarmos a próxima escala a ser utilizada nos AUMENTAMOS MEIO TOM na quarta nota do 1º Tetracorde (Neste Caso F, aumentando para F#) e começamos a escrever a escala a partir da primeira nota do 2º Tetracorde (Neste Caso G). Então as notas ficariam da Seguinte forma:
G A B C D E F# G
E Conseqüentemente ai esta a escala de Sol Maior (G). Mantendo o Mesmo Raciocínio, agora começando pela escala de G, nos teremos a nota C# incluída e geraríamos a escala de Re Maior (D)
D E F# G A B C# D
Prosseguindo, nosso proximo acidente incluido seria na nota G, e geramos a escala de Lá Maior (A).
A B C# D E F# G# A
Nossa próxima escala terá a nota D alterada e a escala gerada será a escala de Mi Maior (E).
E F# G# A B C# D# E
Nossa Próxima escala, teremos cinco acidentes e teremos a escala de Si Maior (B).
B C# D# E F# G# A# B
Ate aqui esta tranqüila a Lição? Então Ótimo. Bom, mantendo o mesmo raciocínio nos teremos ainda outra escala porem sua notação pode ser confusa, mas nada que você aluno não consiga assimilar. Teremos a escala de Fá Sustenido Maior (F#) onde teremos também a nota E#. Ela não existe, ou seja é marcada este Mi sustenido para facilitar a leitura, mas executamos a nota Fá Natural. No mesmo processo se um dia aparecer um Si Sustenido, tocaríamos a nota de Do natural. Entendeu? A Escala de F# ficaria assim:
F# G# A# B C# D# E# F#
Bom, se vocês repararem, todas escalas eu NÃO REPETI NENHUMA NOTA. Ou seja, você NUNCA.... NUNCA REPITA NENHUMA NOTA.
Partindo deste principio que não repito nenhuma nota, e do processo anterior nos conseguimos montar seis escalas, faltaram algumas escalas a serem feitas. Estas entraram em um outro grupo e para elas a regra ficara um pouco diferente. Neste caso nos ao contrario das outras escalas que alteramos a quarta nota do Primeiro Tetracorde, iremos alterar a TERCEIRA NOTA DO SEGUNDO TETRACORDE e começar a escrever a escala a partir da QUARTA NOTA DO PRIMEIRO TETRACORDE. Neste caso a alteração será feita voltando meio tom, ao contrario da anterior que nos aumentamos meio tom.
C D E F G A B C
1ºTetracorde 2º Tetracorde
Sendo assim, iremos alterar a Nota Bi, e começaremos a escrever a escala a partir da nota Fá, ou seja, Escala de Fá Maior. Notem que se tentarmos escrever da maneira anterior, a escala ficaria assim:
F G A A# C D E F
Notem que se torna confuso, já que temos DUAS VEZES A NOTA LA, E NENHUMA VEZ A NOTA SI. Então neste caso, é utilizada a alteração do BEMOL, onde a escala será escrita assim:
F G A Bb C D E F.
Notem como isto facilitou a leitura. Mantendo o mesmo raciocínio, iremos escrever a próxima escala, que será alterada a nota E, e teremos a escala de Bb Maior.
Bb C D Eb F G A Bb
Começaremos a proxima escala pela nota Eb, e alteraremos a nota Lá, gerando a escala de Eb.
Eb F G Ab Bb C D Eb
Nossa Proxima Escala sera de Ab, com a alteração da nota D.
Ab Bb C Db Eb F G Ab
Mantendo a mesma linha de raciocinio, Nossa proxima escala sera de Db e a Alteraçã osera na nota G.
Db Eb F Gb Ab Bb C Db
A proxima escala sera Identica a F#, porem na linha dos Bemois:
Gb Ab Bb C Db Eb F Gb
Então ai esta, desta forma nos escrevemos todas as escalas maiores e menores, com sua estruturação, a maneira que elas foram criadas e seu raciocínio lógico mantido. Então agora para treinar tente escrever as notas do Ciclo de Sustenidos (C D G D A E B) e do Ciclo dos Bemóis (Bb Eb Ab Db Gb).
Por enquanto é isto, Proxima Aula será abordado Campo Harmônico Maior. E não se esqueçam:
"Quem Divide, Multiplica!" =P

escrito por Daniel Vitor Soares Alonso, fevereiro 20, 2009

escrito por Mar Schiavon, fevereiro 20, 2009
Parabéns!

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